The Beast and the Sovereign, Volume II – A Besta e o Soberano II – Jacques Derrida

328 pages | 6 x 9 | © 2011

The Beast and the Sovereign, Volume II is the latest entry in the University of Chicago Press’s ambitious series of translations of Jacques Derrida’s previously unpublished written lectures. Picking up where the previous volume left off, Volume II extends Derrida’s exploration of the fascinating connections between animality and human sovereignty.

In the second part of this seminar, originally presented in 2002–3, Derrida focuses on what at first appear to be two markedly different texts: Heidegger’s The Fundamental Concepts of Metaphysics and Daniel Defoe’s classic novelRobinson Crusoe. Shuttling back and forth between the two works, Derrida investigates a number of key concepts and provides ingenious interpretations of both texts. Sovereignty remains his primary concern as he reflects on the political history of the dominion of humans over animals in Defoe’s England and on diverse readings of Robinson Crusoe through the centuries and, in particular, from Heidegger’s Germany in the 1930s. Solitude provides another connection between the two books as Derrida links the indivisible uniqueness of a king with Crusoe’s solitary plight.

Both consolidating and broadening Derrida’s deconstructive critique of sovereignty, The Beast and the Sovereign, Volume II is a rich repast, offering everything from striking insights into Heidegger’s use of language to surprising digressions that reveal the contours of a lively intellect deeply engaged with the world.

Tradução minha

A Besta e o Soberano, Volume II é o mais recente lançamento da ambiciosa série  de traduções dos seminários inéditos de Jacques Derrida, pela University de Chicago Press. Retomando de onde o volume anterior parou, Volume II continua a exploração de Derrida das conexões fascinantes entre a animalidade e a soberania humana.

Na segunda parte do seminário, originalmente apresentado em 2002-3, Derrida se concentra no que, a princípio, parecem ser dois textos muito diferentes: Os Conceitos Fundamentais da Metafísica de Heidegger e o clássico romance Robinson Crusoé de Daniel Defoe. No vai e vem entre as duas obras, Derrida investiga uma série de conceitos-chave e fornece interpretações engenhosas de ambos os textos. A soberania continua sendo sua principal preocupação ao passo que ele reflete sobre a história política do domínio do homem sobre os animais na Inglaterra de Defoe e em leituras diversas de Robinson Crusoé através dos séculos e, em especial, da Alemanha de Heidegger em 1930. A solidão oferece uma outra conexão entre os dois livros conforme Derrida relaciona a unicidade indivisível de um rei com a condição solitária de Crusoé.

Ambos consolidando e ampliando a crítica desconstrutiva de Derrida da soberania, A Besta e o Soberano, Volume II, é uma  rica refeição, servindo tudo, de notáveis insights sobre o uso da linguagem em Heidegger a digressões surpreendentes que revelam os contornos de um intelecto vivo engajado profundamente com o mundo.

Comentário

Sou suspeito para tecer algum comentário sobre Derrida, oscilo entre o estudo e a admiração. Entretanto, tenho o primeiro volume desses seminários. A primeira coisa que veio a minha mente quando o li pela primeira vez foi invejar aqueles que puderam acompanhar ao vivo essas preleções. É realmente fascinante a forma como Derrida forjou, esmerilou e poliu as interpretações de maneira a reorganizar a própria percepção que eu possuía sobre os textos de Maquiavel e Hobbes, assim como o conceito de soberania. É uma daquelas leituras que você se pega pensando: “Como eu não pensei nisso antes?”. Salta a perplexidade da boa filosofia. O que importa não é se Derrida interpretou corretamente Maquiavel, Hobbes, Chomsky etc. O que é marcante é a força dessas interpretações na medida que elas expõem linhas de fuga ao que seria próprio aos textos, mas que se mostram aquém da obra. Esses seminários nos mostram a potência do pensar. Meu desejo é que as editoras brasileiras despertem para a riqueza desse material que não serve apenas para o especialista, mas a todos aqueles que se propõem a estudar teoria política, direito, relações internacionais etc. Tal como se faz exemplarmente com os seminários de Michel Foucault, é preciso abrir o mercado para estas obras de Derrida, não menos que notáveis.

p.s: Já deixei o meu reservado na Livraria Cultura!

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Sobre Desconstrução e Direito

O objetivo do grupo DESCONSTRUÇÃO e DIREITO consiste em compreender a obra de Jacques Derrida frente aos problemas jurídicos fundamentais: justiça, soberania, hospitalidade, norma, decisão, direitos humanos e poder, etc. Buscando dialogar com as teorias tradicionais e críticas da área jurídica, o grupo mantem uma articulação com pensadores afins ao debate pós-estruturalista. Coordenado pelo Prof. Ms. Manoel Uchôa.
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